Redata e a expansão dos datacenters: o que muda para quem específica infraestrutura de rack

Corredor de datacenter com racks de servidores D2W

Em 15 de setembro de 2026, o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, o Redata, foi sancionado e publicado como Lei nº 15.504/2026. Depois de meses de tramitação, o Brasil passa a ter um regime fiscal próprio para estimular a instalação, a ampliação e a modernização de datacenters no país.

A discussão costuma girar em torno de grandes investidores e megaprojetos de nuvem e inteligência artificial. Mas o efeito do Redata vai chegar a toda a cadeia de infraestrutura física, e quem especifica racks, gabinetes e salas técnicas precisa entender o que muda.

O que é o Redata, em poucas palavras

O regime suspende quatro tributos federais na compra de equipamentos de tecnologia da informação destinados ao ativo imobilizado de datacenters: Imposto de Importação, PIS/Cofins, PIS/Cofins-Importação e IPI. A vigência anunciada é de cinco anos.

Há dois detalhes importantes. Por causa da reforma tributária, a suspensão de PIS, Cofins e IPI só produz efeito até 31 de dezembro de 2026. E a suspensão do Imposto de Importação vale apenas para produtos sem produção nacional equivalente.

Em troca, as empresas habilitadas assumem contrapartidas. Entre elas estão o uso de energia de fonte renovável ou de baixa emissão, limite de consumo de água, investimento de 2% do valor adquirido em pesquisa e desenvolvimento e destinação de 10% da capacidade ao mercado brasileiro. Para projetos no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste, essas exigências de pesquisa e de capacidade são reduzidas em 20%.

A lista de equipamentos elegíveis e as regras de habilitação ainda dependem de regulamentação pelo Poder Executivo. Por isso, a análise de enquadramento de cada projeto deve ser feita com apoio de especialistas tributários.

Por que isso importa para a infraestrutura física

Hoje, uma parcela grande das cargas digitais brasileiras é processada em servidores fora do país, e o objetivo do Redata é trazer parte desse processamento para cá. Isso significa mais projetos saindo do papel, e cada projeto de datacenter, do grande campus à sala de servidores regional, depende de racks bem especificados.

Algumas tendências merecem atenção de quem especifica.

1. Mais projetos, e não só os grandes

Os megaprojetos ganham as manchetes, mas o regime vale para instalação, ampliação e modernização. Isso abre espaço para datacenters regionais, expansões de estruturas existentes e ambientes de edge computing mais próximos de quem consome os dados.

Na prática, cresce a demanda por racks de servidor em diferentes escalas: desde a linha completa de um datacenter até salas de servidores compactas em empresas, provedores e operações regionais.

2. Densidade maior dentro de cada rack

O Redata prioriza nuvem, processamento de alto desempenho e inteligência artificial, justamente as aplicações que mais concentram equipamentos por rack. Com mais servidores no mesmo espaço, três pontos ganham peso na especificação:

  • Capacidade de carga certificada, com a condição de ensaio informada (estática e distribuída, por exemplo)
  • Profundidade compatível com servidores e com o espaço traseiro para cabos e alimentação
  • Fluxo de ar, com portas perfuradas que permitam a passagem de frente para trás que os servidores exigem

3. Eficiência térmica ligada às contrapartidas

As contrapartidas de energia e de água colocam a eficiência operacional no centro do projeto. O rack não resolve sozinho a gestão térmica de um datacenter, mas participa dela. Portas com boa vazão, organização de cabos que não bloqueia o fluxo de ar e uso de painéis cegos nas posições vazias ajudam a manter o ar frio onde ele precisa estar.

4. Crescimento fora do eixo Sudeste

Boa parte dos datacenters brasileiros ainda está concentrada no Sudeste. As condições diferenciadas para Norte, Nordeste e Centro-Oeste tendem a estimular projetos nessas regiões, muitas vezes em ambientes com mais calor, mais poeira e instalações externas ou industriais.

Nesses cenários, a especificação vai além do rack de servidor. Entram gabinetes com grau de proteção IP, soluções outdoor para telecom e estruturas com opção de climatização.

5. Prazo passa a ser parte da especificação

Com parte dos benefícios concentrada até o fim de 2026 e muitos projetos disputando o mesmo calendário, cumprir prazo deixa de ser detalhe. Especificar produtos de linha, com fabricação nacional e disponibilidade na rede de distribuição, reduz o risco de a infraestrutura física atrasar o cronograma do projeto.

Como a D2W atende esse cenário

A D2W é fabricante nacional de racks e gabinetes dedicada exclusivamente à infraestrutura de TI, Telecom e Datacenter, com atendimento em todo o Brasil pela rede de distribuidores. Para os diferentes projetos que o Redata deve impulsionar, o portfólio cobre desde o datacenter até a ponta da rede:

  • W35 Rack Servidor Ice Titan: para datacenters e alta densidade, com 44U, profundidades de 1000 e 1200 mm, capacidade de carga de 2 toneladas e portas frontal e traseira com 78% de vazão.
  • W38 Rack Small Server: para salas de servidores e pequenos datacenters, com carga certificada de 1000 kg, portas perfuradas com 78% de vazão e teto preparado para kit de ventilação.
  • Racks Industriais: para ambientes com poeira e partículas, com proteção IP54 e opção de climatização no W36.
  • Racks Outdoor: para telecom e edge em ambientes externos, com estrutura em alumínio e vedação IP55.

O momento é de especificar bem

O Redata cria condições para uma nova fase de investimentos em datacenters no Brasil. Para quem está na ponta da especificação, a oportunidade está em chegar a esses projetos com a infraestrutura física bem definida: carga, profundidade, fluxo de ar, grau de proteção e prazo alinhados ao que cada ambiente exige.

Se você especifica, instala ou distribui infraestrutura de rede, conheça as linhas de racks para servidores da D2W e prepare seus próximos projetos.

Fontes: Agência Senado, Convergência Digital e eixos (setembro de 2026). Este conteúdo é informativo e não substitui orientação tributária especializada.

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