Como dimensionar um rack pensando nos próximos 3 anos de crescimento

Rack piso 19 polegadas D2W W38 em sala técnica organizada

Na maioria dos projetos, o rack é especificado para os equipamentos que existem hoje. Um switch, alguns patch panels, um servidor, talvez um nobreak. O rack chega, tudo é instalado e a sala técnica fica organizada.

Dois anos depois, o cenário é outro. Chegaram novos equipamentos, o número de pontos de rede cresceu, a temperatura interna subiu e os cabos já não cabem nos organizadores. A saída costuma ser improvisar um segundo rack ao lado ou trocar a estrutura inteira, com parada da operação no meio do caminho.

Esse retrabalho quase sempre nasce na especificação. E pode ser evitado quando o rack é dimensionado olhando para o crescimento da operação, e não só para a lista de equipamentos do dia da instalação.

Por que o rack precisa ser especificado para o futuro

Equipamentos de rede e servidores são trocados, atualizados e adicionados ao longo dos anos. O rack, por outro lado, é a estrutura que fica. Ele recebe cada nova geração de equipamentos, e trocá-lo significa desmontar, desligar e reinstalar tudo o que está dentro dele.

Por isso, a pergunta certa na hora de especificar não é “o que precisa caber agora”, e sim “o que esta operação vai precisar abrigar nos próximos anos”.

5 pontos para dimensionar um rack pensando em crescimento

1. Altura útil (U)

A altura útil é medida em unidades de rack (U). Cada U corresponde a 44,45 mm de espaço vertical no padrão 19 polegadas, conforme a norma EIA-310.

Na hora de contar, entram todos os itens que ocupam espaço vertical, e não só os equipamentos ativos. Patch panels, organizadores horizontais, bandejas, réguas de tomada e painéis cegos também somam. Com essa soma em mãos, o próximo passo é projetar o que deve chegar nos próximos anos: novos switches, mais servidores, ampliação de CFTV, um nobreak maior.

Começar o projeto com o rack praticamente cheio é o sinal mais claro de que ele vai ficar pequeno antes do tempo.

2. Profundidade

A profundidade define quais equipamentos podem ser instalados no rack. Equipamentos de rede costumam ser rasos. Servidores e alguns nobreaks exigem bem mais profundidade.

Se existe a chance de a operação receber servidores no futuro, o rack precisa ser especificado com essa profundidade desde o início. Também vale considerar o espaço na traseira para conectores, cabos de energia e a curvatura do cabeamento, que precisa de folga para não ficar forçada.

3. Largura

A largura de 600 mm atende bem instalações mais enxutas. Já a largura de 800 mm abre espaço lateral para organizadores verticais de cabos, o que faz diferença quando a densidade de cabeamento cresce.

Em operações que vão ganhar muitos pontos de rede, a largura maior evita que o cabeamento vire o gargalo da expansão.

4. Capacidade de carga

Aqui entra a soma do peso de todos os equipamentos, atuais e futuros. Servidores, nobreaks e baterias são os itens que mais pesam nessa conta.

Um rack com capacidade de carga certificada dá segurança para que a estrutura continue estável conforme novos equipamentos são adicionados. É um dado que precisa estar claro na ficha técnica, com a indicação de como a carga foi considerada (estática e distribuída, por exemplo).

5. Ventilação

Quanto mais equipamentos, mais calor dentro do rack. Um rack que funciona bem com poucos ativos pode se tornar um problema térmico quando a densidade aumenta.

Na especificação, vale observar o tipo de porta (perfurada ou com visor de vidro), a porcentagem de vazão das portas perfuradas e se o teto já vem preparado para receber kit de ventilação. Referências internacionais como a ASHRAE tratam em detalhe das faixas térmicas recomendadas para equipamentos de TI, e o rack é parte importante dessa equação.

Dois caminhos de crescimento: W38 Small Flex e W38 Small Server

Nem toda operação cresce do mesmo jeito. Algumas mudam de lugar, de layout e de formato com frequência. Outras crescem em densidade, somando equipamentos no mesmo ponto. A linha W38 da D2W foi pensada para esses dois cenários, com a mesma base estrutural: perfil de aço, padrão 19 polegadas conforme EIA-310, capacidade de carga certificada de 1000 kg (estática e distribuída) e opções de altura de 20, 24, 36 e 44U, larguras de 600 e 800 mm e profundidades de 600 a 1200 mm.

Quando a operação muda de formato: W38 Rack Small Flex

O W38 Small Flex é indicado para infraestrutura de redes e CFTV em ambientes que precisam de versatilidade.

A porta frontal com visor em vidro permite checar os equipamentos sem abrir o rack. As tampas laterais e traseira com fecho tipo snap facilitam o acesso na manutenção e na reorganização. E, com o sistema de movimentação opcional (com capacidade de até 150 kg), o rack pode ser deslocado a curtas distâncias quando o layout muda.

É o caso de laboratórios, bancadas de teste, escritórios em expansão e operações que ainda não têm uma sala técnica definitiva. Em um projeto do setor laboratorial, por exemplo, o W38 Small Flex foi especificado com bandeja deslizante, régua de tomada e sistema de movimentação, justamente para acompanhar o uso diário dos equipamentos de teste.

Quando a operação cresce em densidade: W38 Rack Small Server

O W38 Small Server é indicado para pequenos datacenters, CPDs e salas de servidores que vão receber cada vez mais equipamentos no mesmo espaço.

A porta frontal e a porta traseira bipartida são perfuradas, com 78% de vazão, para manter o fluxo de ar de frente para trás que os servidores exigem. O teto tem entrada para cabos e vem preparado para kits de ventilação com 2 ou 4 ventiladores, o que permite reforçar a gestão térmica conforme a densidade aumenta. O suporte para PDU a 0U, disponível como acessório, libera as unidades do rack para mais equipamentos.

Comparativo rápido

Critério W38 Small Flex W38 Small Server
Cenário ideal Redes, CFTV, laboratórios, layouts que mudam Servidores, CPDs, pequenos datacenters
Porta frontal Visor em vidro Perfurada, 78% de vazão
Porta traseira Lisa com fecho snap (opção perfurada) Bipartida perfurada, 78% de vazão
Crescimento típico Mudança de lugar e de formato Aumento de densidade no mesmo ponto
Carga certificada 1000 kg (estática e distribuída) 1000 kg (estática e distribuída)

Checklist rápido antes de especificar

  • Somei todos os itens que ocupam U, incluindo passivos e acessórios?
  • Projetei os equipamentos que devem chegar nos próximos anos?
  • A profundidade comporta o equipamento mais profundo que pode ser instalado no futuro?
  • A largura permite organizar o cabeamento quando o número de pontos crescer?
  • A carga certificada cobre o peso atual e o previsto, incluindo nobreak e baterias?
  • A ventilação acompanha o aumento de densidade?
  • A operação cresce em densidade ou muda de formato?

Especificar para crescer

Um rack bem dimensionado atravessa várias gerações de equipamentos sem precisar ser trocado. Isso significa menos retrabalho, menos parada e uma sala técnica que continua organizada mesmo depois de a operação crescer.

Se você especifica, instala ou distribui infraestrutura de rede, conheça a linha W38 da D2W no site e escolha a configuração que acompanha o crescimento do seu projeto.

Acesse nosso site: http://www.d2w.ind.br

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