Na maioria dos projetos, o rack é especificado para os equipamentos que existem hoje. Um switch, alguns patch panels, um servidor, talvez um nobreak. O rack chega, tudo é instalado e a sala técnica fica organizada.
Dois anos depois, o cenário é outro. Chegaram novos equipamentos, o número de pontos de rede cresceu, a temperatura interna subiu e os cabos já não cabem nos organizadores. A saída costuma ser improvisar um segundo rack ao lado ou trocar a estrutura inteira, com parada da operação no meio do caminho.
Esse retrabalho quase sempre nasce na especificação. E pode ser evitado quando o rack é dimensionado olhando para o crescimento da operação, e não só para a lista de equipamentos do dia da instalação.
Por que o rack precisa ser especificado para o futuro
Equipamentos de rede e servidores são trocados, atualizados e adicionados ao longo dos anos. O rack, por outro lado, é a estrutura que fica. Ele recebe cada nova geração de equipamentos, e trocá-lo significa desmontar, desligar e reinstalar tudo o que está dentro dele.
Por isso, a pergunta certa na hora de especificar não é “o que precisa caber agora”, e sim “o que esta operação vai precisar abrigar nos próximos anos”.
5 pontos para dimensionar um rack pensando em crescimento
1. Altura útil (U)
A altura útil é medida em unidades de rack (U). Cada U corresponde a 44,45 mm de espaço vertical no padrão 19 polegadas, conforme a norma EIA-310.
Na hora de contar, entram todos os itens que ocupam espaço vertical, e não só os equipamentos ativos. Patch panels, organizadores horizontais, bandejas, réguas de tomada e painéis cegos também somam. Com essa soma em mãos, o próximo passo é projetar o que deve chegar nos próximos anos: novos switches, mais servidores, ampliação de CFTV, um nobreak maior.
Começar o projeto com o rack praticamente cheio é o sinal mais claro de que ele vai ficar pequeno antes do tempo.
2. Profundidade
A profundidade define quais equipamentos podem ser instalados no rack. Equipamentos de rede costumam ser rasos. Servidores e alguns nobreaks exigem bem mais profundidade.
Se existe a chance de a operação receber servidores no futuro, o rack precisa ser especificado com essa profundidade desde o início. Também vale considerar o espaço na traseira para conectores, cabos de energia e a curvatura do cabeamento, que precisa de folga para não ficar forçada.
3. Largura
A largura de 600 mm atende bem instalações mais enxutas. Já a largura de 800 mm abre espaço lateral para organizadores verticais de cabos, o que faz diferença quando a densidade de cabeamento cresce.
Em operações que vão ganhar muitos pontos de rede, a largura maior evita que o cabeamento vire o gargalo da expansão.
4. Capacidade de carga
Aqui entra a soma do peso de todos os equipamentos, atuais e futuros. Servidores, nobreaks e baterias são os itens que mais pesam nessa conta.
Um rack com capacidade de carga certificada dá segurança para que a estrutura continue estável conforme novos equipamentos são adicionados. É um dado que precisa estar claro na ficha técnica, com a indicação de como a carga foi considerada (estática e distribuída, por exemplo).
5. Ventilação
Quanto mais equipamentos, mais calor dentro do rack. Um rack que funciona bem com poucos ativos pode se tornar um problema térmico quando a densidade aumenta.
Na especificação, vale observar o tipo de porta (perfurada ou com visor de vidro), a porcentagem de vazão das portas perfuradas e se o teto já vem preparado para receber kit de ventilação. Referências internacionais como a ASHRAE tratam em detalhe das faixas térmicas recomendadas para equipamentos de TI, e o rack é parte importante dessa equação.
Dois caminhos de crescimento: W38 Small Flex e W38 Small Server
Nem toda operação cresce do mesmo jeito. Algumas mudam de lugar, de layout e de formato com frequência. Outras crescem em densidade, somando equipamentos no mesmo ponto. A linha W38 da D2W foi pensada para esses dois cenários, com a mesma base estrutural: perfil de aço, padrão 19 polegadas conforme EIA-310, capacidade de carga certificada de 1000 kg (estática e distribuída) e opções de altura de 20, 24, 36 e 44U, larguras de 600 e 800 mm e profundidades de 600 a 1200 mm.
Quando a operação muda de formato: W38 Rack Small Flex
O W38 Small Flex é indicado para infraestrutura de redes e CFTV em ambientes que precisam de versatilidade.
A porta frontal com visor em vidro permite checar os equipamentos sem abrir o rack. As tampas laterais e traseira com fecho tipo snap facilitam o acesso na manutenção e na reorganização. E, com o sistema de movimentação opcional (com capacidade de até 150 kg), o rack pode ser deslocado a curtas distâncias quando o layout muda.
É o caso de laboratórios, bancadas de teste, escritórios em expansão e operações que ainda não têm uma sala técnica definitiva. Em um projeto do setor laboratorial, por exemplo, o W38 Small Flex foi especificado com bandeja deslizante, régua de tomada e sistema de movimentação, justamente para acompanhar o uso diário dos equipamentos de teste.
Quando a operação cresce em densidade: W38 Rack Small Server
O W38 Small Server é indicado para pequenos datacenters, CPDs e salas de servidores que vão receber cada vez mais equipamentos no mesmo espaço.
A porta frontal e a porta traseira bipartida são perfuradas, com 78% de vazão, para manter o fluxo de ar de frente para trás que os servidores exigem. O teto tem entrada para cabos e vem preparado para kits de ventilação com 2 ou 4 ventiladores, o que permite reforçar a gestão térmica conforme a densidade aumenta. O suporte para PDU a 0U, disponível como acessório, libera as unidades do rack para mais equipamentos.
Comparativo rápido
| Critério | W38 Small Flex | W38 Small Server |
| Cenário ideal | Redes, CFTV, laboratórios, layouts que mudam | Servidores, CPDs, pequenos datacenters |
| Porta frontal | Visor em vidro | Perfurada, 78% de vazão |
| Porta traseira | Lisa com fecho snap (opção perfurada) | Bipartida perfurada, 78% de vazão |
| Crescimento típico | Mudança de lugar e de formato | Aumento de densidade no mesmo ponto |
| Carga certificada | 1000 kg (estática e distribuída) | 1000 kg (estática e distribuída) |
Checklist rápido antes de especificar
- Somei todos os itens que ocupam U, incluindo passivos e acessórios?
- Projetei os equipamentos que devem chegar nos próximos anos?
- A profundidade comporta o equipamento mais profundo que pode ser instalado no futuro?
- A largura permite organizar o cabeamento quando o número de pontos crescer?
- A carga certificada cobre o peso atual e o previsto, incluindo nobreak e baterias?
- A ventilação acompanha o aumento de densidade?
- A operação cresce em densidade ou muda de formato?
Especificar para crescer
Um rack bem dimensionado atravessa várias gerações de equipamentos sem precisar ser trocado. Isso significa menos retrabalho, menos parada e uma sala técnica que continua organizada mesmo depois de a operação crescer.
Se você especifica, instala ou distribui infraestrutura de rede, conheça a linha W38 da D2W no site e escolha a configuração que acompanha o crescimento do seu projeto.
Acesse nosso site: http://www.d2w.ind.br


